Infertilidade

Estrutura do sistema reprodutivo MASCULINO

   O sistema reprodutivo masculino é dividido em INTERNO e EXTERNO:
•INTERNO - Constituído por glândula prostática ou próstata, canal deferente, vesícula seminal, canal ejaculador e uretra prostática;
•EXTERNO - Constituído de pênis e bolsas escrotais e seu conteúdo.



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Sistema reprodutor INTERNO

Glândula Prostática ou Próstata

   Localizada abaixo da bexiga próximo da saída da uretra. Produz secreção prostática contribuindo em 30% do líquido seminal de teor alcalino, fino e branco-leitoso. O fluido é eliminado no interior da uretra durante a ejaculação ajudando a neutralizar os fluidos ácidos na uretra masculina e na vagina feminina.



Canal Deferente

   Par de tubos longos de paredes espessas, que em seu trajeto apresenta quatro porções: epididimária, funicular, inguinal e pélvica. Além de funcionar como parte do sistema de transporte dos espermatozóides, também age como local de armazenamento para a maior parte dos espermatozóides produzidos até a ejaculação. Em torno de 74 dias ocorre todo o processo de maturação dos espermatozóides, desde o início nos túbulos seminíferos até sua forma completamente madura.



Vesícula Seminal

   Par de bolsas localizadas na região pélvica, atrás da bexiga. Com função secretora contribuindo em 60% na constituição do líquido seminal. Sua composição apresenta nutrientes, ácido cítrico, aminoácidos e frutose como fonte de energia aumentando desta forma a motilidade dos espermatozóides.



Canal Ejaculador

   Órgão par que atravessa a glândula prostática lançando-se na uretra posterior. Formados pela união dos vasos deferentes e dos canais das vesículas seminais.



Uretra

   Tubo que vai da bexiga através da glândula prostática até a extremidade do pênis, formando a seção final de passagem do fluido seminal. A uretra é o ponto de saída tanto de sêmen como da urina.



Sistema reprodutor EXTERNO

Testículos

   Também chamados de gônadas, os testículos são glândulas sexuais masculinas, situadas atrás do pênis dentro da bolsa escrotal fora do corpo. Sua principal função é produzir espermatozóides e o hormônio sexual masculino chamado testosterona. No interior de cada testículo encontram-se estruturas denominadas de túbulos seminíferos onde é iniciado o desenvolvimento dos espermatozóides.



Epidídimo

   Ducto espiralado localizado na extremidade superior dos testículos, onde ocorre a maturação espermática, desde a motilidade até capacidade de fertilização.



Espermatogênese

   Para os homens, a fertilidade significa habilidade de engravidar uma mulher, sendo necessário produzir, armazenar espermatozóides, além de transportá-los para fora do corpo de modo que possam entrar no trato reprodutivo da mulher.
   Diferentemente da mulher, que já nasce com todos os oócitos que terá em toda sua vida, o homem ao atingir a puberdade renova sua produção de espermatozóides a cada 72 dias constantemente.
   Na puberdade, sob ação do hormônio FSH é iniciada a produção dos espermatozóides nos túbulos seminíferos sob uma temperatura em torno de 2ºC abaixo da corporal. No espaço entre os túbulos seminíferos, o LH liberado pela hipófise ativará as células de Leydig levando-as a secretar o hormônio testosterona.
   A parede dos túbulos seminíferos é constituída internamente por um epitélio com dois tipos celulares: células germinativas (produz os espermatozóides) e células de Sertoli (função de sustentação nutricional dos espermatozóides durante toda fase de sua formação).
   As células de Sertoli apresentam-se ligadas entre si através de junções íntimas denominadas “tight junction”. Estas células formam um anel chamado lúmen entre a membrana basal dos túbulos seminíferos e o seu interior, que funciona como barreira físico-química controlando as trocas de substâncias do sangue para o lúmen do túbulo, além de ajudar a reter o fluido luminal, assegurando desta forma condições apropriadas para o desenvolvimento dos gametas e diferenciação dos túbulos. O fluido luminal contém uma proteína denominada de proteína de ligação aos androgênios ("androgen-binding protein") secretada pelas células de Sertoli, que se liga ao hormônio testosterona, permitindo sua acumulação no lúmen do túbulo.
   As células de Sertoli, sob ação do FSH e da testosterona secretam o hormônio inibina, que atua na hipófise anterior inibindo a liberação de FSH. Quando em grande quantidade, a testosterona inibibe a liberação de LH pela hipófise e a liberação de GnRH pelo hipotálamo.
   Em resposta a liberação da testosterona pelas células de Leydig e a liberação do hormônio FSH pela hipófise, as células de Sertoli produzem grande variedade de mensageiros químicos que estimulam a proliferação e diferenciação dos espermatozóides.
   Os espermatozóides são produzidos a partir de células denominadas espermatogônias que se dividem continuamente ao longo de toda a vida adulta do homem através da mitose dando origem a espermatócitos primários, que somente uma porção deles se encontrará em processo de diferenciação. Após crescimento, o espermatócito primário sofrerá a primeira divisão meiótica formando dois espermatócitos secundários cada um com 23 cromossomas, que ao sofrer a segunda divisão meiótica dará origem aos espermátides que ao amadurecerem se tornam espermatozóides. Todo processo leva em torno de 64 dias. Quando maduro, os espermatozóides atingem o epidídimo, onde ficam armazenados por algumas semanas até que se locomovam para o ducto deferente onde entrarão em contato com as secreções da próstata e das vesículas seminais formando assim o sêmen ou esperma.