Infertilidade

Avaliação
Considerações

   Calcula-se que até 20% dos casais em idade reprodutiva apresentam problemas de infertilidade, o que representa um dos maiores motivos de consulta médica especializada, segundo os dados da Organização Mundial de Saúde (OMS).
   Sabemos que a chance da gravidez em um casal fértil é de aproximadamente 20% ao mês, de modo que esta probabilidade acumulada chega a praticamente 100% ao ano. Ou seja, se um casal não consegue conceber num período de 12 meses, sem uso de métodos anticoncepcionais, mantendo relações sexuais freqüentes, estes devem procurar ajuda médica especializada, pois estaria caracterizado o quadro de infertilidade conjugal, que teoricamente, até que se prove o contrário, é totalmente reversível, principalmente com a tecnologia que dispomos na atualidade.
   Este cálculo estatístico vale para os casais onde a parceira tem até 35 anos de idade, pois após esta faixa etária um certo número de alterações fisiológicas contribui para um declínio significativo na fertilidade na mulher.



A figura abaixo faz um comparativo entre o tempo teórico necessário para engravidar e a verdadeira incidência de gravidez em mulheres férteis ao longo do curso de um ano.
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É claro que em determinados casos, não se deveria esperar este período de 12 meses para iniciar a investigação da infertilidade. Como por exemplo:
• Após os 35 anos, não se deveria esperar um ano para procurar esta assistência médica especializada porque quanto mais avançada a idade, menor a chance de gravidez, mesmo na FIV, principalmente se esta dificuldade tiver mais de 3 anos de duração.
• Da mesma forma, a procura por ajuda médica especializada mais precoce deve ser adotada por casais que sabem ter problemas que predispõem à infertilidade tais como alterações nos espermogramas, endometriose, ovários policísticos (principalmente se acompanhado de irregularidades menstruais, hirsutismo - pêlos mal distribuídos pelo corpo, acne e obesidade), obstrução tubárea, vasectomias, entre outras.
• Menstruações irregulares, ausentes ou dolorosas.
• Abortamentos recorrentes (mais de 3 abortos espontâneos em um período de 12 meses)
• Uso anterior de dispositivo intra-uterino (DIU)
• História de doença sexualmente transmissível ou infecção pélvica ou genital em um dos parceiros (Infecções prostáticas, apendicite, por exemplo)
• Cirurgia abdominal prévia em um dos parceiros
• Reversão de esterilização cirúrgica em um dos parceiros
• Secreção mamária
• Doença crônica em um dos parceiros (por ex.: diabetes, pressão arterial elevada, etc.)
• História de quimioterapia ou radioterapia em um dos parceiros

É nesta fase inicial que o paciente adquire a confiança no seu avaliador, fato de extrema importância para o resultado final.
A Clínica Pró Nascer dispõe de um protocolo próprio específico para os pacientes (entrevista / solicitação de exames), ou seja, é exatamente aí que vamos conhecer a estratégia terapêutica a ser adotada. Este se faz habitualmente em 1 ciclo menstrual (aproximadamente 1 mês). Esta rapidez na avaliação é muito importante para otimizar o resultado, além de minimizar a ansiedade do casal, que está fragilizado e na maioria das vezes, está a muito tempo na tentativa de solucionar o problema da infertilidade.
É muito comum o casal comparecer à primeira consulta desanimado, com vários exames, sendo alguns com qualidade técnica questionável. Por isso, entendemos que os exames devem ser atuais e realizados por profissionais que saibam que tipo de informação necessitamos.
Neste primeiro contato, devemos valorizar três variáveis muito importantes como base da avaliação, evitando-se solicitar exames invasivos, dolorosos e onerosos, sem necessidade.

• Idade da mulher
• Tempo de infertilidade
• Diagnóstico prévio

Entendemos que se temos uma idade feminina avançada (>35 anos) e/ou um período de infertilidade significativo (> 3 anos), o diagnóstico em determinadas situações não é tão valorizado, pois a urgência em revertermos esta situação é fundamental já que a idade feminina avançada é o pior prognóstico na questão reprodutiva. Por isso, afirmo que em determinadas situações, o quanto antes adotarmos um tratamento rápido e mais eficaz possível, mais chance teremos de sucesso nos tratamentos laboratoriais. E consequentemente, menos custos em tratamentos ineficazes e estatisticamente inviáveis.
Por isso, na primeira consulta, independente do prévio diagnóstico trazido pelo paciente, solicitamos exames de qualidade confiável em um dia específico do ciclo menstrual para confirmarmos a viabilidade de uma gravidez biologicamente do casal. Além disso, a ANVISA determina que o prazo entre a coleta de sangue do casal e a complementação do tratamento não deve ser maior que 06 (seis) meses, objetivando afastar a presença de doenças sexualmente transmissíveis que poderiam inviabilizar qualquer tratamento reprodutivo com riscos de transmissão vertical (passagem para o bebê).
Nesta fase inicial avaliamos a tríade mínima e necessária para chegarmos à gravidez, independente do tratamento a ser adotado:

• Óvulo (reserva folicular)
• Espermatozóide (quantidade mínima viável - espermograma específico com dados prognósticos)
• Cavidade uterina íntegra (vídeo-histeroscopia)


Eventualmente, com a confirmação da viabilidade de uma gravidez genética do casal, podemos chegar a um diagnóstico, que não raro as vezes, contundente, com indicação absoluta de um tratamento laboratorial.
A marcação das consultas pode ser feita através dos números de telefones de qualquer uma das unidades.
O paciente pode ser atendido nas unidades Barra da Tijuca ou Duque de Caxias, propiciando maior acessibilidade. O plano de saúde pode ser usado sempre que possível tanto nas consultas como nos exames diagnósticos.
A proposta do tratamento é definida baseando-se no resultado dos exames realizados e na história clínica do casal.



   Saiba mais sobre:

   •Avaliação FEMININA
   •Avaliação MASCULINA